Innovation Roadshow - Textron (Portuguese)
Textron is a $12.4 billion, multi-industry company employing 33,000 talented makers, thinkers, creators and doers worldwide. We make things that fly, hover, zoom and launch. Things that move people. Protect soldiers. Power industries. We serve customers in industries spanning aerospace and defense, specialized vehicles, turf care and fuel systems.
Transcript
Leonardo Vianna:Boa tarde. Eu acho que vocês já tiveram uma ideia do assunto que a gente vai falar aqui, né? Meu nome é Leonardo Viana, eu sou diretor de vendas da Textron Aviation para a América Latina, tá? E eu queria passar os próximos 10 minutos falando um pouco do nosso novo produto, né? Do Cessna SkyCourier, que basicamente é a resposta da Textron para a demanda de aviação comercial de 19 assentos. Mas antes de falar do avião em si, eu acho que vale a pena falarmos um pouco do Grupo Textron, porque nós somos muito conhecidos no mercado de aviação geral, mas talvez não tão conhecidos no mercado de aviação comercial. O Grupo Textron, a holding Textron, é um grupo multi-industrial, com sede nos Estados Unidos, mas com presença global, a gente tem unidades produtivas em vários países. No ano passado, a gente faturou na ordem de 12,4 bilhões de dólares, temos aproximadamente 33 mil funcionários espalhados pelo mundo, somos listados na Bolsa de Nova York e também uma das companhias do grupo Fortune 500. A Textron é dividida em 6 unidades de negócio. Dessas 6 unidades de negócio, 3 unidades de negócio são destinadas à fabricação de aviões e helicópteros. Além disso, nós temos também um braço financeiro chamado Textron Finance Corporation, que basicamente oferece instrumentos financeiros, seja leasing ou financiamento, para nós conseguirmos distribuir e vender nossos produtos para os nossos clientes. Agora a gente vai falar um pouco, entrar mais no detalhe da Textron Aviation, que basicamente é a unidade de asa fixa do Grupo Textron. A Textron Aviation, ela é líder no mercado de aviação geral. Nós somos donos das marcas Beechcraft e Cessna, que eu imagino que todos aqui conheçam. Tivemos 4,5 bilhões de dólares de faturamento em 2021. Entregamos mais de 540 aviões. Isso faz com que a Textron Aviation seja a maior fabricante do mundo em número de unidades, não em volume financeiro, mas sim em número de unidades. Eu acho que um aspecto interessante, se a gente somar todos os aviões entre Cessna e Beechcraft que foram vendidos na história, estamos falando de 250 mil aviões. Isso representa hoje mais de 50% de toda a frota da aviação geral no mundo. Então, aviação está muito no nosso DNA. Olhando a nossa linha de produtos, hoje a gente tem a linha de produtos mais ampla do mercado. A gente produz desde o monomotor a pistão, que é um avião que é muito utilizado na instrução de pilotos ou também para uso de lazer, até a nossa linha de jatos, chamada Citation, jatos corporativos, passando pelo turbo-hélice. Dentro da família turbo-hélice, nós temos dois aviões que chamamos de utilitários, que são aviões projetados para gerar receita para os operadores. O primeiro é o Caravan, que é um avião que está aí desde 1985, e o Cessna SkyCourier, que é o foco da nossa conversa agora. O Cessna SkyCourier é um avião de 19 assentos, que foi certificado nos Estados Unidos em março desse ano, nós recebemos a certificação do FAA. Já estamos trabalhando as certificações, a certificação dos outros países aqui na América Latina para poder operar o avião aqui, já estamos num processo bastante avançado. E, basicamente, é a nossa resposta para o nicho de mercado de 19 passageiros. É um avião que opera com peso máximo de decolagem de 19.000 quilos, isso faz com que não seja necessário ter tripulação de cabine, o que reduz bastante o custo operacional. Eu acho que um aspecto interessante, quando a gente fala de SkyCourier, é que ele é o único avião de 19 assentos certificado nos últimos 30 anos. Então, ele incorpora muita tecnologia que talvez outros aviões não tenham. Falando um pouco de cabine, a gente oferece hoje a opção de um assento duplo, um assento simples, para não ter o assento do meio, que a gente sabe que o passageiro não gosta muito. É uma cabine com pitch entre assentos de 32 polegadas, então oferece bastante conforto, e é a maior cabine da categoria. A gente está falando de um avião que tem 1,88 m de largura por 1,88 m de altura, de altura. Então, a grande maioria das pessoas vai conseguir ficar em pé dentro do avião. Isso oferece bastante conforto e uma boa experiência para o passageiro. Na hora que a gente fala de espaço de bagagem, eu acho que uma grande preocupação que a gente teve a nível de projeto, desde o início do projeto, era garantir que a gente conseguiria transportar a mesma configuração de bagagem que um passageiro necessita para voar num avião grande, para os 19 passageiros do SkyCourier. Por quê? Porque a gente entende que esse produto é um produto que vai ser muito utilizado como feeder de avião grande. Então, para não ter uma ruptura na experiência, era fundamental que o passageiro pudesse levar a mesma quantidade de bagagens. Então, como a gente vê aqui na primeira foto, o avião tem 3 lugares, vamos dizer assim, para poder levar bagagem. O primeiro é um compartimento traseiro onde a gente coloca a bagagem despachada. Existe também a opção de levar, não sei, uma mochila, uma bagagem menor embaixo do assento na frente, como hoje acontece nos aviões, nos grandes airliners. E também é um equipamento opcional, que é o overhead bin, que o operador pode escolher ou não. Eu particularmente gosto muito, porque dá uma cara de airliner para o avião. A gente trouxe um conceito que é muito comum na aviação geral e talvez não tanto na aviação comercial. Que, basicamente, é um conceito de autonomia, que, basicamente, significa que nós levamos dentro do avião tudo o que precisamos para fazer a operação no destino. Aqui, no caso, nós estamos vendo, por exemplo, a escada de acesso de passageiros, ela já é incorporada na fuselagem do avião. Então, quando você pousa no destino, não precisa ter um ground support, uma escada para poder embarcar os passageiros. Qual é a vantagem disso, a nível estratégico-operacional? A gente está falando de um avião que tem um custo— você precisa de muito pouca infraestrutura nos destinos. Isso faz com que você reduza muito o custo de implementação de novas rotas e também consiga implementar novos destinos de maneira mais rápida, mais ágil. Essa é uma das grandes vantagens de ter tudo self-contained. A gente pensou muito em termos de versatilidade. Como que a gente pode oferecer versatilidade, flexibilidade para os operadores, para eles terem no mesmo avião um avião de passageiros e um avião cargueiro? Então, a gente construiu o avião de forma que duas pessoas conseguissem transformar um avião configurado 100% passageiro em um avião configurado 100% cargueiro em algo em torno de 45 minutos, 1 hora. Isso permite que o operador, por exemplo, voe passageiros pela manhã e carga à noite, e, obviamente, aumente a utilização do avião. O que nós vemos em termos de aplicabilidade para o SkyCourier no mercado da aviação comercial? Nós temos conversado bastante com as linhas aéreas da América Latina. E, basicamente, tem duas aplicabilidades. A primeira, obviamente, é o feeder de aviões maiores, onde nós estamos propiciando agora uma ferramenta que permite às linhas aéreas buscarem passageiros em cidades de menor demanda e saírem um pouco do mercado competitivo que nós vemos hoje das maiores cidades. E, dessa forma, tentar aumentar um pouco o yield da rota toda. Então, a ideia é dar um instrumento onde as linhas aéreas possam operar no mercado onde as outras não vão estar operando. E a segunda aplicação que nós vemos no mercado, basicamente, como é um avião que permite um custo de implementação de novas rotas muito baixo e muito rápido, é um avião que permite testar novos destinos. E, a partir desse teste, desenvolver novos mercados, e, à medida que a demanda aumenta nesses novos mercados, obviamente, a companhia vai aumentando o tamanho do avião. Esse é o tipo de discussão que estamos tendo com as linhas aéreas aqui da América Latina. E aqui eu queria deixar um convite para vocês, para fazermos uma análise de qual seria o impacto de acrescentar cidades que oferecem demanda para 19 passageiros na malha de vocês. Eu e a equipe da TAM, nós estamos disponíveis para ajudar vocês a fazer esse tipo de análise, para vocês entenderem, para as linhas aéreas entenderem se faz ou não sentido aumentar muito o nível de capilarização da rede de vocês. Basicamente, era isso que eu tinha para apresentar. Eu estou à disposição para falar mais do assunto. Eu agradeço o convite, o tempo de vocês aí, tá bom?
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